O projeto 'Butiá: Eu Amo, Eu cuido' esta semana entrevista a professora Vera Edith

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Com o propósito de apresentar à comunidade pessoas que trabalhem para uma sociedade mais perseverante, integrada e cidadã, a Prefeitura de Butiá deu inicio, na semana passada, ao projeto que visa entrevistar um Servidor Público por semana. A ideia é apresentar os servidores e suas e colaborações em busca de uma Cidade Cidadã.

A segunda entrevistada do projeto é uma professora muito conhecida pela comunidade escolar. Estamos falando de Vera Edith do Amaral Alves, 67 anos. Professora Vera Edith, como prefere ser chamada, fala com orgulho de sua carreira nessa entrevista realizada na Escola Municipal Dr Roberto Cardoso.

Há quanto tempo trabalha como professora?

- 37 anos de muitas histórias e amor!

Nesse período, quais atividades já praticou?

- Sempre como professora, comecei com turmas, mas também já trabalhei na área de projetos, onde realizei atividades de Artes, Ensino Religioso e, também, a 'Hora do Conto’, tendo dedicado oito anos da minha atividade profissional para esta função.

Dentre as atividades praticadas, qual mais gostou de exercer?

- Quando elaborava projetos. Neles eu tinha como exercer a função de preparar e intensificar as propostas dos conteúdos. Na ‘Hora do Conto’, por exemplo, eu tinha a possibilidade de potencializar a ajuda para aqueles que mais tinham dificuldade na leitura. Dedicação demanda tempo e trabalhar com turmas exige seguir um prazo previamente determinado.

Qual sua relação com a comunidade escolar?

- Considero boa! Todos têm suas imperfeições, mas sempre consegui agir de forma a ser respeitada, pois me dediquei e enfrentei as situações com empenho e responsabilidade com aqueles com quem trabalhei e, claro, para quem trabalhei. São 36 anos de Escola Roberto Cardoso e um ano de Nicácio Machado, tendo passado por diversas direções, secretarias e colegas. Graças a Deus sem nenhuma queixa ou problema relevante. Com os pais, a relação é a melhor possível.

Quando você encontra um ex-aluno e percebe que o mesmo se encaminhou profissionalmente e pessoalmente, qual a sensação?

- É muito gratificante! Eu tenho colegas que foram minhas alunas, minha filha também e isso é impagável. Eu sei que sempre exigi bastante, que nunca fui de cumprir o protocolo e isso acaba te desgastando muito mais, mas a recompensa é o sucesso daqueles que a gente dedica nosso precioso tempo. Claro que temos exemplos de insucessos e que nos afetam muito, mas com certeza prefiro ressaltar os exemplos positivos e, aliás, o Prefeito Daniel Almeida é um deles, pois também foi meu aluno (risos).

O que é ser professora?

- Olha, eu sou suspeita para falar, pois sempre achei uma profissão fundamental para o desenvolvimento da criança, no que diz respeito a auxiliar no seu crescimento e dever social como cidadão. Sabe quando você se acha naquilo que sempre sonhou? Pois é, eu encontrei nessa profissão exatamente aquilo que almejava. O professor é como parte da família de um aluno e deve agir como tal. Sempre me posicionei de forma que isso ficasse evidente, pois somente assim ganhei e ganho a confiança para desenvolver o ensino e tirar o máximo de cada um.

Como acha que o butiaense pode colaborar para uma Cidade cidadã?

- Não tem outro caminho que não seja a valorização e o investimento na educação. A educação é a base, e tendo uma base educacional, o resto é conseqüência. Nós professores asseguramos isto por lidarmos diariamente com diversas situações que comprovam essa tese.

O que espera para o futuro de Butiá?

- Eu espero muitas coisas, mesmo não sabendo se conseguirei vê-las. O futuro é algo imprevisível, e o que esperar dele quando não se percebe um engajamento social? É que enfrentaremos dificuldades para superar nossas adversidades enquanto sociedade. No caso da Escola Roberto Cardoso, espero mais segurança e um ambiente mais agradável, que incentive as crianças e adolescentes a freqüentarem suas dependências.

Fazendo uma retrospectiva da sua vida profissional, você faria tudo novamente?

- Eu faria! O professor enfrenta problemas como sofrer com a ausência da família, da sua casa, mas ele cumpre um dever social extremamente importante e crucial para o desenvolvimento de futuros cidadãos, que darão sequência ao trabalho desempenhado pelos professores. Além disso, servirão de exemplo para incentivar novos profissionais na área. Quero destacar também a importância afetiva que um professor cria com seus colegas e alunos, pois eu passei por uma situação de perda bastante complicada um tempo atrás e, graças à escola, que na representatividade dos colegas e alunos, segurou minha barra, Eu não caí em depressão ou algo do tipo. Eu não conseguiria, tenho certeza. E isso é de uma importância sem tamanho.

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